Lua Minguante - A Sabedoria

terça-feira, 21 de março de 2017


A Lua Minguante entrou no céu ontem, por volta das onze da manhã. Muitos bruxos evitam essa fase, enquanto tantos outros a veneram, pois a Lua Minguante traz o amadurecimento, a sabedoria, a visão clara das coisas. É ótima para fazer uma avaliação geral do que se passa ao nosso redor e eliminar o que já não presta mais. Como? Acompanhe a postagem e descubra!


Durante o período da Lua Minguante, devemos reavaliar nossos projetos, nossas ações e todas as situações vividas nos últimos dias. Algo de ruim aconteceu? O negócio não prosperou como o programado? Um cansaço inexplicável te atingiu?... O que provocou tudo isso? Caso descubra, melhor, fica fácil de banir. E se não souber exatamente qual foi o obstáculo, tenha calma. Faça o banimento e, depois, reflita melhor sobre tudo, faça uma reflexão completa, anote tudo, se for preciso. A fase é propícia, pois denota maturidade, ou seja, chegamos em um ponto onde já encontramos parte da sabedoria que buscamos, nossa intuição grita em nossos âmagos, dizendo exatamente o rumo a seguir.
Você, iniciante da arte, deve estar se perguntando: O que é banimento? Bem, vamos explicar. Você teve uma ideia na Lua Nova. Elaborou o projeto na Lua Crescente e o colocou em prática na Lua Cheia. Algumas coisas deram certo. Outras, nem tanto. O que aconteceu? Decerto, vários fatores podem ter se colocado como obstáculos. E quais são esses fatores? Vamos alistá-los:
• Algo que não foi muito bem especificado durante a apresentação do seu projeto na Lua Crescente;
• Caminhos fechados por inveja, ciúmes;
• Negatividade, que pode ter sido causada por você mesmo quando não agiu com determinação e se impôs dúvidas - um fator importante, a magia acontece quando confiamos em nós mesmos, no nosso poder de exercê-la.
Ok, os pontos foram esclarecidos, então, o que fazer agora? Agora, você precisa eliminar o que é ruim, tudo aquilo que atrasa sua vida, banindo e exterminando. Há feitiços simples para isso, basta praticá-los com determinação que tudo acontece. É bom que faça uma limpeza antes, no ambiente, no corpo e na alma, tudo isso será explicado mais abaixo, continue lendo a matéria, daremos ótimas dicas adiante.
Uma pessoa me desejou o mal, teve inveja, raiva do meu sucesso, e me mandou uma maldição. Posso banir e mandar de volta? Sim, pode, a decisão é sua. Porém, não ensinaremos como fazer, pois não concordamos com tais práticas. Veja bem... A pessoa te mandou o mal. Pela lei do Universo, você foi atacado (a), e tem todo direito de se defender. Para nós, o banimento é a própria defesa, é levantar seu escudo de proteção e não deixar que o mal te atinja. Mas já atingiu, Kendra! Certo... Mostre que você é capaz de se levantar ou seja superior, prove que isso não te abala. A pessoa tentará de novo? Sim. No entanto, chega um momento em que cansa, essa pessoa verá que não adianta fazer nada contra você. E se ela sabe como enviar o mal, é porque tem conhecimento da arte da bruxaria, então, também sabe como fazer para ter sucesso e prosperidade em todos os âmbitos da vida. Ela entenderá, cedo ou tarde, seja por bem ou por mal (no caso, o mal que o próprio carma provoca), que é melhor trabalhar em prol da sua felicidade que atingir os outros com infelicidade. Explicada essa parte, vamos complementar o que ficou no ar, o motivo de não concordarmos com o “mandar de volta”. Tudo que fazemos tem retorno, e é o próprio Universo (Cosmos, Carma, Deuses, Guardiões, Guias, seja lá no quê você acredita) quem se encarrega disso. Se fazemos o bem, ele viajará pelos quatro cantos da Terra, ganhará forças e retornará a nós em uma dimensão incrivelmente maior. O contrário também acontece. Sendo assim, se recebemos o mal e o enviamos de volta, ele não atingirá apenas quem nos “agrediu” e pronto. Esse mal ganhará forças, passeará por ambientes ainda mais hostis, e nos pegará na linha de chegada. Como diria um dos nossos sacerdotes (Kaylan Tir), “o envio do mal se torna um círculo vicioso, e círculos não têm fim; é melhor estar sempre protegido dos ataques que contra atacar”. Nós sabemos como mandar de volta, afinal, estudamos sobre o assunto. Porém, tal estudo só é ministrado aos iniciados com maturidade suficiente para compreender que atitudes vingativas geram uma energia extremamente ruim que apenas o prejudicará. Ação e reação, feito e consequência... Portanto, meus caros, não lhes ensinaremos como mandar de volta o mal que lhes atingiu.
Continuando a falar da Lua Minguante... O simbolismo espiritual representa a Deusa em sua face anciã, a mulher idosa e sábia, com pleno conhecimento da sua arte. Ela sabe o que fazer e não teme a morte, pois está ciente de que esta é só uma passagem para o renascimento, para novos aprendizados. A Deusa nos instiga, durante esta fase, a refletir, pede-nos um descanso para absorver o que nos foi ensinado, para analisar os erros e tropeços, para esquadrinhar minuciosamente o ambiente ao nosso redor. Há hostilidades? Ou eu mesmo me sabotei com dúvidas quanto a minha força e minha capacidade? Estas são algumas das questões que devemos nos fazer no período de reflexão.
As cores da Lua Minguante devem ser sóbrias, denotando amadurecimento. Então, o roxo, o preto e o cinza são as sugestões mais usadas. Além de feitiços, a meditação é muito importante na Lua Minguante, e os pontos a serem abordados nessas meditações já foram especificados acima.
Como celebrar o Esbbath da Lua Minguante? Abaixo, o passo a passo para que sua celebração ocorra de maneira adequada.

• Passo 1 - Limpeza e purificação
Limpe o local onde realizará o Esbbath. Tire o pó, varra todo o ambiente, organize as coisas em seus devidos lugares, sempre canalizando suas ações no extermínio das energias paradas e ruins que se acumularam. Para completar, prepare um balde com água morna e sal grosso, umedeça um pano nessa mistura e, com o auxílio de um rodo, passe-o no chão (e nas paredes, portas e janelas, se quiser). Acenda um incenso de lavanda ou de arruda para complementar a purificação do ambiente.
Tome um banho de limpeza e descarrego. É bem simples, esquente um pouco de água, coloque sal grosso e alguma erva, condimento ou planta específica para limpeza espiritual - eis algumas sugestões: pétalas de rosas brancas, lavanda, manjericão, tomilho, sálvia. - Deixe ferver por cinco minutos, abafe e deixe amornar. Tome seu banho higiênico e, depois, despeje a água do banho mágico da cabeça aos pés, visualizando a energia ruim se desprendendo do seu corpo e descendo pelo ralo.

• Passo 2 - Preparação do Altar
Não é preciso muita coisa, o importante é o que está em seu coração. Se quiser chamar os Elementais da Natureza durante seu ritual, represente-os com velas coloridas (vermelho para o fogo, azul para a água, marrom ou verde para a terra e amarela para o ar) ou com objetos que sejam ligados a cada elemento. Exemplos: pena ou incenso para o ar; pimenta vermelha ou um pires com enxofre para o fogo; copo de água ou algumas conchas para a água; vaso de planta ou uma fruta para a terra.
Se você cultua algum panteão, coloque o símbolo da Deusa que deseja venerar na Lua Minguante. Porém, se você apenas prefere chamar as forças do Universo de Deusa e Deus, pode representá-los da seguinte forma:
Deusa - cálice com água ou vela roxa.
Deus - athame ou vela branca.
Deixe separado tudo que vai precisar para seus banimentos.

• Passo 3 - Início, Círculo Mágico
Trace o Círculo Mágico, convidando os Elementais da Natureza, pedindo para que te ajudem a eliminar as energias negativas. Invoque seus Deuses ou Guardiões. Faça tudo com muito respeito e amor.

• Passo 4 - Banimentos
Antes de realizar os feitiços de banimentos, tenha bem em mente o que deseja banir, sejam energias negativas, invejas, ciúmes, ódios ou, até mesmo, aquelas pessoas indesejadas que só nos perturbam e carregam nossa alma com um peso horrendo. Quando for proclamar seu feitiço, tenha cuidado com as palavras para não proferir nenhuma maldição (como por exemplo: “Quero que Fulano vá para o quinto dos infernos!”). Especifique muito bem tudo que dirá! Não basta falar “Quero banir tudo que é ruim”. O correto é: “Que isso, isso e aquilo sejam banidos da minha vida, que Fulano, uma pessoa que só me causa desgosto quando se aproxima, fique longe e que encontre sua felicidade, que as barreiras tal e tal sejam eliminadas do meu caminho, que o medo, a falta de ação, a incompreensão e etc. saiam da minha vida, blá-blá-blá”... Entendido? Então, vamos ao que interessa! Abaixo, duas sugestões de feitiços de banimentos:
— Sugestão 1 - Em um pires, coloque uma vela preta. Ao redor dela, sal grosso. Escreva em um papel tudo que deseja banir, não economize palavras. Acenda a vela e leia em voz alta tudo que foi escrito. Faça uma oração, um clamor espontâneo, pedindo aos Deuses ou às Forças do Universo que te ajudem a banir o que te faz mal. Como foi dito anteriormente, seja bem específico. Queime o papel na chama da vela. CUIDADO! Não segure o papel por muito tempo enquanto queima, deixe por perto seu caldeirão para que ali seja jogado. Caso não tenha um caldeirão e não consiga providenciar um a tempo, use uma panela velha, e reserve-a unicamente para usá-la em feitiços.
— Sugestão 2 - Coloque no seu caldeirão (ou, por enquanto, na sua panela) cascas de alho e de cebola. Diga tudo que deseja banir e ateie fogo. Caso seja preciso, jogue um pouco de álcool. TENHA CUIDADO! Não jogue álcool diretamente nas chamas. Primeiro despeje o álcool, e depois ateie fogo. E não fique muito próximo. Não deixe esse recipiente (panela ou caldeirão) próximo de cortinas ou objetos inflamáveis.
Se tudo for feito com fé, os impedimentos e energias ruins serão banidas, e logo você verá os resultados.

• Passo 5 - Meditação
Depois do banimento, tire dez minutos para meditar em tudo. Há uma matéria especial sobre meditação no blog, basta clicar aqui para conferir.

• Passo 6 - Encerramento
Feche o círculo agradecendo a todas energias superiores (Elementais, Deuses, Guardiões e Guias) que participaram do seu ritual. Despeça-se deles com respeito. Lembre-se, um Círculo é feito, mas nunca deve ser desfeito ou quebrado, para que permaneça na proteção que dele gerou. Então, o que eu faço? Depois de agradecer e de se despedir, apague as velas (exceto a do banimento), erga as mãos aos céus e diga: “O Círculo foi traçado, mas nunca será desfeito. Nessa proteção, permaneço, sentindo a energia daqueles que me guardam”.

Pronto, seu ritual foi realizado, e não foi nada difícil! Porém, seguem alguns lembretes básicos:
• Deixe a vela do banimento queimar até o final. Em qualquer feitiço, seja para o que for, as velas devem queimar até o fim.
• Os restos do banimento - sal grosso e/ou ervas - podem ser descartados no lixo. E antes que perguntem por que não jogá-los na natureza ou soprar as cinzas das queimas ao vento, explico... O que fazemos quando um alimento estraga, uma roupa se rasga e um objeto se espatifa? Jogamos fora, não tem mais utilidade. Colocar essas sobras na natureza seria como “plantar e cultivar” o mal. Não queremos nada disso em nossas vidas, por tal motivo foram banidas, exterminas, não têm mais utilidade. Portanto, o lugar certo é no lixo mesmo. E não sopramos as cinzas ao vento quando houve queimas para banimentos, e o motivo também é bem simples... Essas cinzas podem cair em qualquer pessoa, e ela pode ser influenciada, carregada com o mal. “Ah, mas o mal não foi exterminado na queima?”... Você jogaria as cinzas de um morto em alguém? Pense nisso... No entanto, quando o ritual é de prosperidade, de amor ou para abrir caminhos, dispensá-los na natureza ou em um jardim é o certo, porque a terra faz brotar, faz crescer, dá frutos... Bons frutos! É nisso que acreditamos. Porém, a decisão final é sua, faça como quiser e como achar melhor.

Caso tenha alguma dúvida ou precise de conselhos particulares, fale conosco:
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Abençoados sejam!






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