Data Especial: Dia da Mulher

quarta-feira, 8 de março de 2017


“Mulher é chata, fofoqueira, ciumenta, briguenta, dramática e danada, vive procurando problema onde não tem, algo que destruirá sua felicidade, está sempre preocupada em excesso... Mas é linda e sedutora, eu amo a mulher da minha vida!” - Estas são as palavras de um homem casado há mais de trinta anos com a mesma mulher. Será que ele a descreveu corretamente? O que é ser mulher na visão feminina e na masculina? Como é ser mulher e bruxa na sociedade atual? Este post é uma pequena homenagem às guerreiras da vida: as mulheres!

Bem, todo mundo já sabe como surgiu o Dia Internacional da Mulher, ou porque aprendeu na escola ou porque consultou o Google. Então, vamos pular essa parte e seguir para o que interessa.
Para mim, ser mulher é carregar uma imensa responsabilidade nas costas. Fui menina, inocente e curiosa. Fui adolescente, imatura e atrevida. Hoje, sou mulher, sou mãe, sou trabalhadora, sou guerreira, sou bruxa. 
“E onde está a grande responsabilidade?”... Na sociedade brasileira, quando um casal se separa, salvo circunstâncias especiais, como incapacidade física, financeira ou psicológica da genitora, a guarda dos filhos fica com a mãe. É ela quem tem o dever de educar, de cuidar, de sustentar! 
“De sustentar?” Sim, porque, convenhamos, pensão alimentícia não cobre os gastos que uma criança gera nem na boa alimentação, menos ainda em vestuário e educação. O valor concedido pelo genitor é sempre muito bem vindo, honrado e consagrado. No entanto, o grande complemento vem do esforço da mulher, que muitas vezes trabalha arduamente para sustentar a casa, colocar comida na mesa, pagar as contas e dar tudo de melhor que seu dinheiro puder comprar aos filhos. É a mãe quem está ali, dia após dia, ensinando, educando, dando um rumo na vida dos seus pimpolhos. E se caso uma das crianças se machucar acidentalmente, toda família paterna, bem como o próprio genitor, cai em cima para criticá-la e julgá-la. A culpa de tudo é sempre da mãe, nunca do pai ausente ou daquele que vê os filhos esporadicamente. A mulher (mãe solteira) precisa de tempo para o trabalho, para sua casa, para seus filhos e para si mesma, sem contar o tempo que dedica à religiosidade, à espiritualidade. Responsabilidades demasiadas... Mas não reclamamos, é isso que nos torna sábias e fortes.
Citei o exemplo da “mãe solteira” ou da “mulher separada” porque foi uma situação que vivenciei, uma experiência minha e de muitas outras guerreiras do lar e da vida. Todavia, antes disso, fui esposa (como agora sou novamente), e a situação não era muito diferente. Na verdade, um marido é uma responsabilidade a mais. Vamos ser sinceros? Há o amor, o carinho, a amizade, mas... No fundo, os homens procuram uma substituta da mãe. A mulher cuida das suas roupas, da sua casa, das contas e das finanças, dos seus filhos, além de cuidar do próprio trabalho e de se ver incitada a colaborar financeiramente com as despesas do lar. Muitas vezes, todo esse esforço (também chamado de “muito amor”) é reconhecido. Em outras, nem tanto. Algumas esposas lidam com traição, com violência, com falta de respeito, com falta de atenção, com falta de carinho... A vida não é fácil, e ninguém disse que seria, porém, um pouco de reconhecimento só faz bem ao âmago. Obviamente, não estou generalizando e condenando o sexo masculino, e sim a alma humana, afinal, há mulheres que não fazem por merecer um pingo de respeito. Ainda assim, nada justifica a violência física e/ou psicológica com ambos os sexos. O problema é que as mulheres são as maiores vítimas, e isso é fato, os números enfatizam essa verdade.
Mulheres sofrem, são machucadas, magoadas, espezinhadas. E o que fazem? Superam, porque são guerreiras, são fortes, uma força que não pode ser medida fisicamente, e sim mentalmente. Homem nenhum venceria uma batalha psicológica com uma mulher. Sinto muito, isso é fato!
Minha vida foi, e ainda é, uma aventura. Deparei-me com muitos traumas, e sinto-me orgulhosa de dizer que os enfrentei e os venci. Tive companheiros que se tornaram uma grande decepção, assim como tive aqueles que só me fizeram sorrir. Hoje, tenho um homem que me respeita e que me ama como se eu fosse um pedaço de si mesmo. Muito aprendi com ele, assim como ele aprendeu comigo. Dividimos a espiritualidade, nossas crenças, nossas responsabilidades com os filhos. Hoje, depois de pouco mais de duas décadas, recebi a dádiva merecida por ser mulher, por carregar vidas em meu ventre, por lutar como uma leoa para proteger a todos a quem amo, por não desistir das batalhas, por vencer a guerra.
“E como é ser bruxa nos dias de hoje?”... Para ser sincera, não é tão fácil quanto parece. A fogueira da inquisição foi extinta, mas ainda há o julgamento inquisidor das pessoas que vivem na ignorância sobre minha arte e minha filosofia de vida, há a falta de respeito e o “apontar de dedos”, há as calúnias, há os dizeres de que sou “adoradora do Diabo” (sendo que nem acredito em tal figura). Sabe o que aprendi no paganismo? Que bruxos e bruxas são mil vezes mais compreensivos e altruístas, são muito mais neutros e não ousam julgar, pois sabem que tudo que é feito aos outros volta a nós com mais força. Não me importo com os comentários, sou o que sou, sou guerreira e sou bruxa, além de ser mulher, esposa, mãe, trabalhadora, sacerdotisa. Penso mil vezes antes de agir, cuidando para que ninguém seja prejudicado, nem eu mesma. Então, pessoal, ser bruxa é ter os pés no chão e a consciência de que tudo na vida tem uma consequência, seja boa ou ruim, tudo vai depender dos nossos atos.

— Palavras de um filho, de um irmão, de um marido e de um pai —
Vejo minha mãe como uma guerreira difícil de matar. Ninguém consegue destruí-la, porque é forte e sábia. Podem até tentar, porém, jamais conseguirão.
Vejo minha irmã como uma flor delicada, mas cheia de espinhos no caule. Ela é linda, porém, é melhor não perturbá-la, porque ela avança com tudo quando pisam em seu calo.
Vejo minha esposa como o sonho mais precioso que os Deuses me deram, a linda fortaleza que rege e guarda minha existência. É ela quem agora cuida e aconselha.
Vejo minha filha como a joia mais preciosa do universo, uma pequena guerreira que logo estará pronta para a vida, e será difícil me libertar do instinto protetor que me toma quando a tenho em meus braços.
Essas mulheres são meus exemplos, são o motivo da minha idolatria à Grande Deusa Mãe. Essas mulheres fizeram de mim o homem que sou.
São ciumentas, como disse meu avô, porque cuidam do amor que lhes pertence e não permitem que ninguém lhes tome esse prêmio conquistado pouco a pouco, dia a dia. São dramáticas quando querem a atenção que merecem e que nunca lhes damos. Brigam contra a injustiça. Enxergam problemas até onde não tem simplesmente porque se preocupam conosco. Essas mulheres da minha vida, assim como muitas outras no mundo, merecem todo nosso respeito. Respeite e honre sua mãe, sua esposa, sua irmã e sua filha, pois essas mulheres fazem de nós a força bruta e poderosa da existência humana.
— Luka Kyron —

O Coven Dragões da Lua Negra e o Coven Nordic Soul 9, juntamente com o clã Black Moon Dragons, desejam a todas as mulheres 365 dias de pura felicidade, de equilíbrio, de harmonia e de muito amor!

Abençoadas sejam todas as almas femininas.

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